O Adventista e a Intelectualidade






Por: Milton J. Monteiro[1]

Vejamos como uma simples definição dicionarizada apresenta uma relação umbilical entre os dois termos: “Intelectualidade. 1. qualidade, caráter ou natureza do que é intelectual. 2. Faculdade de compreender, inteligência, intelecto”. Ou seja, sendo a intelectualidade uma qualidade, ligada a inteligência, atributo de natureza racional e faculdade que precisa ser exercitada, só partiremos de um referencial certo se identificarmos quem criou o homem e lhe dotou do intelecto: Deus, o primeiro e o maior intelectual.

Sendo assim, a verdadeira intelectualidade ou conhecimento científico não é fruto de uma mente humana. A fonte é Cristo! Por exemplo, um ateu testemunha do nosso Deus quando consegue uma descoberta científica, pois “os grandes pensadores do mundo refletem os raios do Sol da Justiça. Cada raio de pensamento, cada lampejo do intelecto, procede da Luz do mundo” (EGW, Ed., pg. 13, 14).

Intelectualidade e salvação


Como seres racionais, criados à Sua imagem e semelhança, todos nós somos intelectuais, consequentemente, conclamados a exercer a intelectualidade: A sabedoria é a coisa principal, adquire, pois, a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento” (Pv 7:4). O assunto da intelectualidade é tão bíblico quanto a própria doutrina da salvação. Essa é a compreensão de Ellen G. White, quem associa, dezenas de vezes, a palavra “ciência” à “salvação” e “redenção”. Por exemplo, na Seção 1, “A primeira das Ciências”, do livro Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, ao dizer que o conhecimento da verdadeira ciência é poder, ela amplia o uso da palavra: “a ciência da salvação é a mais importante das ciências a ser aprendida [..] eis a ciência que o Céu avalia toda-importante [..] a oportunidade de aprender a ciência da salvação é posta ao alcance de todos” (pg. 19).

Percebe-se que é imprescindível associar ciência ou intelectualidade à espiritualidade; até porque “Deus é o Deus tanto do altar quanto do laboratório [...] o cristianismo não é uma fé de compartimentos [...] toda verdade vem de Deus” (George Knight pg. 122, 123 e 126). Essa associação é tão profunda que Ellen G. White foi categórica em dizer que “as leis da Natureza são as leis de Deus, verdadeiramente tão divinas como os preceitos do Decálogo” (EGW, Ed, pg. 196). Nas palavras do Adauto Lourenço, “o Deus que escreveu a Bíblia é o Deus que criou a natureza. A Bíblia é o livro de suas palavras e a natureza o livro de suas obras”.

Portanto, o Pai da verdadeira ciência e intelectualidade é o Pai da espiritualidade: “nada na Terra ou no universo está separado de Deus. Tudo é religioso no amplo sentido da palavra ... nada é secular no sentido de não religioso. Tudo tem implicações religiosas, porque tudo está relacionado às atividades divinas criadoras e mantenedoras” (George Knight, pg. 123).

 Sendo assim, falar da intelectualidade ou da ciência é também falar de um conceito essencialmente teísta, espiritual, bíblico e prático. Analisemos Paulo: primeiro, a base da intelectualidade é a espiritualidade: “que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual” (Cl 1:9). Segundo, ela é algo prático: a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra” (verso 10). Terceiro, ela trata de um processo: “crescendo no conhecimento de Deus” (10). Quarto, ela gera um resultado: “sendo fortalecidos com todo o poder, segundo o poder da sua glória”, “dando graças ao Pai que vos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz” (11).

Jesus arrematou tudo quando disse: E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus, Cristo que tu enviaste” (João 17:3).Ou seja, o ápice da existência, que é a vida eterna, consiste em conhecer a Deus. Nisso o homem peca quando busca a felicidade e não a Deus. A felicidade é o resultado do exercício da verdadeira intelectualidade: quanto mais conhecemos a Deus, tanto mais intensa será nossa felicidade” (EGW, DTN, pg. 331). Conhecer a Deus deve ser o nosso objetivo, pois ninguém será feliz buscando a felicidade, só seremos felizes se buscarmos e conhecermos a Deus.

Perceba que essa faculdade, nobre, fundamental para o nosso relacionamento com Deus e para o serviço, é tida como um dos objetivos da mente divina na criação: "O valor do homem é calculado no Céu de acordo com a capacidade do coração de conhecer a Deus. Esse conhecimento é a fonte da qual origina todo o poder. Deus criou o homem para que toda faculdade fosse faculdade da mente divina, e sempre procura pôr a mente humana em associação com a divina. Oferece-nos o privilégio de cooperar com Cristo, revelando Sua graça ao mundo, para que recebamos conhecimento crescente das coisas celestes” (EGW, PJ, pg. 190).

Intelectualidade e a Bíblia 


Como já dissemos, intelectualidade não é reduzido a um conhecimento teórico, mas, por outro lado, pergunta-se: como poderia haver prática sem teoria, o intelecto? A prática, da vida cristã, não se dá no vácuo, por isso temos a Palavra, da qual o meio de acessá-la é o intelecto. A razão não é a verdade bíblica, mas ela tem o seu papel no “fazer teologia”[2]. De algum modo, teologia é o exercício da intelectualidade e da filosofia, pois, segundo Ellen G. White, “A Bíblia contém simples e completo sistema de teologia e filosofia. É o livro que nos torna sábios para a salvação. Fala-nos do amor de Deus segundo é revelado no plano redentor, comunicando o conhecimento essencial a todos os estudantes – o conhecimento de Cristo” (EGW, CP, pg. 442). Com isso queremos apenas dizer que não há dicotomia entre razão e fé, ou intelectualidade e Bíblia.

O fato de que, toda a verdade, se for verdadeira, vem de Deus, não importa onde a encontremos, não invalida nem a Bíblia e nem a ciência. Ou seja, a primeira não discute todas as verdades e a segunda não tem todas as verdades. Segundo Ellen G. White, “o livro da natureza e a palavra escrita laçam luz um sobre o outro (EGW, Ed, pg. 128). No entanto, o ensino da natureza não poderá deixar de ser senão contraditório e enganador. Unicamente à luz da revelação poderá ele ser interpretado corretamente” (EGW, Ed, pg. 134), o que não implica que a Bíblia discute todas as verdades” ou é o “livro-texto onisciente” - cristianização de todo programa escolar” (George Knight, pg. 126, 133 e 137).

O importante é entender que a Bíblia é “o Livro dos livros” (EGW, CP, pg. 442) e que “nenhum tópico está fora da cosmovisão bíblica [...] A Bíblia não é o todo do conhecimento, mas fornece uma moldura de referência dentro da qual devemos estudar e interpretar todos os tópicos”(George Knight, pg. 138). Isso implica em dizer que não existe ciência ou intelectualidade fora de uma perspectiva maior - a da Palavra de Deus.

Quanto ao desenvolvimento do intelecto, cabe lembrar que a Bíblia é imprescindível: O estudo da Bíblia fortalece o intelecto - Se a Bíblia fosse estudada como deveria ser, os homens se tornariam intelectualmente fortes. Os assuntos tratados na Palavra de Deus, a digna simplicidade de sua exposição, os nobres temas que ela apresenta ao espírito, desenvolvem no homem faculdades que de outro modo não se podem desenvolver. Abre-se, na Bíblia, um campo ilimitado à imaginação. O aluno sairá da contemplação de seus grandiosos temas, da associação com suas sublimes imagens com pensamentos e sentimentos mais puros e elevados [...] Deus quer que aproveitemos todos os meios de cultivar e fortalecer nossas faculdades intelectuais. [...] Se a Bíblia fosse mais lida, fossem suas verdades melhor compreendidas, e seríamos um povo muito mais iluminado e inteligente. Pelo exame de suas páginas é comunicada energia à alma.” (EGW, OC, pg. 507).

“O estudo da Bíblia esforça a mente do obreiro, fortalece a memória, e estimula o intelecto mais que o estudo de todas as matérias que a filosofia abrange. A Bíblia contém a única verdade que purifica a alma e é o melhor livro para a cultura intelectual. A nobre simplicidade com a qual ela lida com doutrinas importantes é exatamente o que cada jovem e cada servo de Cristo precisa para ensiná-lo a apresentar os mistérios da salvação aos que estão em trevas” (EGW, JM, pg. 105).

“Em sua vasta série de estilos e assuntos, a Bíblia tem algo para interessar a todo espírito e apelar a cada coração. Encontram-se em suas páginas as mais antigas histórias, as mais fiéis biografias, princípios governamentais para a orientação de Estados, para a direção do lar, princípios estes que a sabedoria humana jamais igualou. Contém a mais profunda filosofia, a poesia mais doce e sublime, mais apaixonada e patética. Os escritos da Bíblia são de um valor incomensuravelmente acima das produções de qualquer autor humano, mesmo considerados sob esse ponto de vista; mas de um objetivo infinitamente mais amplo, de valor infinitamente maior” (EGW, Ed, pg. 125).

 “O ensino da Bíblia tem um papel de importância vital na prosperidade do homem em todas as relações da presente vida. Desvenda os princípios que são a pedra angular da prosperidade de uma nação - princípios esses que se prendem ao bem-estar da sociedade, e que são a salvaguarda da família, princípios sem os quais ninguém pode chegar a ser útil, feliz e honrado nesta vida, ou esperar conseguir a vida futura e imortal. Não há posição alguma na vida, nem ramo da experiência humana, para os quais o ensino da Bíblia não seja um preparo essencial” (EGW, PP, pg. 599).

Intelectualidade e o adventista


Em 1891, Ellen G. White escreveu que “no futuro haverá mais premente necessidade de homens e mulheres de habilitações intelectuais do que houve no passado” (EGW, FE, pg. 192). E nós somos o futuro, ele chegou! Para nossas instituições, Deus quer que elas alcancem “um alto padrão de cultura intelectual e moral, maior do que qualquer outra instituição do gênero em nosso mundo” (EGW, 4T, pg. 425). Ou seja, a atitude anti-intelectual não é cristã: “a ignorância não é um elemento divino. Deus, quem criou nossas mentes e intelectos, naturalmente espera que usemos os dons que Ele nos deu” (George Knight pg. 108).

No entanto, vale lembrar que “intelectualismo não é a solução para a ignorância. [...] Os cristãos devem estar cientes quanto à natureza das armadilhas na aquisição do conhecimento. O conhecimento (mesmo o conhecimento sobre Deus) prejudica a vida do cristão quando se torna um fim em si mesmo em vez de um meio para conduzir a um fim. Para o cristão, como servo responsável de Deus, a vida é mais do que a satisfação de um mero conhecimento. O conhecimento cristão é sempre um instrumento para um relacionamento saudável com Deus e nossos semelhantes. Qualquer coisa que se torna um fim em si mesma, exceto para Deus, é um ídolo. O conhecimento – mesmo o bom conhecimento – que se torna um fim em si mesmo é um escape da realidade, o que é a antítese do cristianismo bíblico, que busca trazer as pessoas face a face com a realidade de sua condição perante Deus e com sua responsabilidade de contribuir para com a vida de outros através do uso de seus talentos. Outra consequência de considerar o conhecimento como um fim em vez de meio é que ele leva ao orgulho, à vaidade à autossuficiência, e à intolerância” (George Knight, pg. 112). “Adquirir conhecimento para servir a si mesmo e gloriar-se é antítese do cristianismo porque comete o mesmo erro que Lúcifer cometeu no Céu e que Adão e Eva perpetuaram no Éden” (pg. 52).

Ainda, para o autor, “há um grande abismo entre o cristão intelectual e o cristão 'preso' ao intelectualismo. A aquisição do conhecimento é importante, mas não é o aspecto mais importante da vida cristã” (pg.113). Segundo Ellen G. White, “a verdadeira educação não desconhece o valor dos conhecimentos científicos ou aquisições literárias; mas acima da instrução aprecia a capacidade, acima da capacidade a bondade, e acima das aquisições intelectuais o caráter. O mundo não necessita tanto de homens de grande intelecto, como de nobre caráter” (EGW, Ed, pg. 225). Ela também escreveu que “a educação do coração é mais importante do que a educação adquirida nos livros” (8T, pg. 331), e que “conhecimento é poder, mas só o é para o bem, quando unido à verdadeira piedade. Para servir mais nobres fins, ele deve ser vivificado pelo Espírito de Deus” (EGW, CPE, pg. 38).

Portanto, “o cristão sempre vê o conhecimento e o valor de aquisições intelectuais em relação a Deus e ao contexto geral do desenvolvimento do caráter cristão. De que lhe valerá ao homem se ele tiver todo o conhecimento e souber todas as coisas e perder a sua alma? Enquanto é verdade que Deus está mais interessado na cultura espiritual de um individuo (7T, pg. 281), também é verdade que as culturas espiritual e intelectual não são mutualmente exclusivas, mesmo que um tenha maior importância. O cristão pode ter ambas, e aquelas que têm a cultura espiritual continuarão a desenvolver cultura intelectual tanto no mundo presente como no porvir” (George Knight, pg. 113).

Intelectualidade e o serviço


Por que estudar ou desenvolver a intelectualidade? A importância do desenvolvimento do intelecto para a espiritualidade e a igreja é que ela é essência da nossa existência (seres pensantes e em busca de conhecer a Deus); ao exercitá-la compreendemos e damos glória Àquele que nos criou e nos deu um intelecto e temos a oportunidade de trabalhar para a sua igreja. Vejamos: “uma mente bem disciplinada e informada pode melhor receber e valorizar as sublimes verdades do Segundo Advento” (Tiago White, RH, 23/12/1862, pg. 29); “as verdades da Palavra divina podem ser melhor apreciadas pelo cristão intelectual. Cristo pode ser melhor glorificado por aqueles que o servem inteligentemente” (EGW, FE, pg.45).  

Além das implicações espirituais, há a de ordem prática e missionária: “Deus pode e usará os que tiveram completa educação nas escolas dos homens” (EGW, CPE, pg. 511). No livro Fundamentos do Educação Cristã lemos queA ignorância não é aceitável a Deus e é desfavorável para a realização de sua obra. [...] Deus opera, porém, em favor das pessoas a despeito de sua ignorância. Os que não tiveram oportunidade de obter conhecimento, ou que tiveram oportunidade, mas não a aproveitaram, [...] podem ser úteis em seu serviço mediante operação de seu Espirito Santo. Mas os que têm instrução e se consagrem ao serviço de Deus, podem prestar serviço em maior número e maneiras diversas e efetuar uma obra mais ampla no sentido de guiar almas ao conhecimento da verdade, do que os que carecem de instrução” (EGW, FE, pg.369, 108, 109, 255, 256, 42).

Um outro atributo do conhecimento e desenvolvimento intelectual do cristão é o propósito. Ellen G. White escreveu que “é justo que os jovens pensem em dar a suas faculdades naturais o máximo desenvolvimento. Não ousaríamos restringir a educação para a qual Deus não estabeleceu limite. Nossas realizações não terão, porém, valor algum se não forem utilizadas para honra de Deus e para o bem da humanidade. A menos que nosso conhecimento seja um degrau para a realização dos mais elevados propósitos, não terá valor algum” (EGW, FE, pg.541). Para Knight, “o cristão nunca poderá isolar suas conquistas intelectuais e literárias do imperativo de testemunhar o evangelho aos seus semelhantes”, o que certamente demandará, “traduzir o significado de conceitos culturais para os termos da cosmovisão cristã” (pg.14).

Portanto, os adventistas devemos sentir “suas obrigações para com Deus em usar suas faculdades para fazer o bem aos outros e glorificá-Lo, [...] de forma que possam ser mais úteis e ser uma benção para os outros na medida de suas habilidades” (EGW, 3T, pg.224).

Intelectualidade e o Céu


Afinal, o que faremos no Céu? “Pensais que não aprenderemos alguma coisa ali? Não temos a menor ideia do que então se nos revelará. Com Cristo andaremos ao lado das águas vivas. Ele nos patenteará a beleza e glória da natureza. Revelará o que Ele é para nós, e o que nós somos para Ele. Verdades que hoje não podemos conhecer, em virtude de nossas limitações finitas, ali conheceremos” (EGW, CPPE, pg. 162). Dentre essas verdades, podemos destacar as científicas e as salvíficas. Ou seja, o Céu é um lugar de intelectuais, no mais alto sentido da palavra, pois “o Céu é uma escola; o campo de seus estudos, o Universo; seu professor, o Ser infinito. Uma ramificação desta escola foi estabelecida no Éden; e, cumprindo o plano da redenção, reassumir-se-á a educação na escola edênica” (EGW, LA 547). Percebe-se que a Ciência, como nós a conhecemos hoje – o estudo do universo – continuará sendo relevante, só que noutro patamar, pois Jesus será nosso professor e não haverá limitações de hoje; um campo vasto de estudo abrirá aos nossos olhos: “ali, quando for removido o véu que obscurece a nossa visão, e nossos olhos contemplarem aquele mundo de beleza de que ora apanhamos lampejos pelo microscópio; quando olharmos às glórias dos céus hoje esquadrinhadas de longe pelo telescópio; quando, removida a mácula do pecado, a Terra toda aparecer ‘na beleza do Senhor nosso Deus’ - que campo se abrirá ao nosso estudo!” (EGW, LA, pg. 547).


“Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. [...] Participam dos tesouros do saber e entendimento adquiridos durante séculos e séculos, na contemplação da obra de Deus. Com visão desanuviada olham para a glória da criação, achando-se sóis, estrelas e sistemas planetários, todos na sua indicada ordem, a circular em redor do trono da Divindade. Em todas as coisas, desde a mínima até à maior, está escrito o nome do Criador, e em todas se manifestam as riquezas de Seu poder” (EGW, ViC, pg. 155).


“Cada faculdade será desenvolvida, toda habilidade aumentada. Os maiores empreendimentos serão levados a êxito, as mais elevadas aspirações alcançadas, realizadas as mais altas ambições. E surgirão ainda novas alturas a serem alcançadas, novas maravilhas para serem admiradas, novas verdades a serem compreendidas, novos objetos de estudo a desafiarem as faculdades do corpo, da mente e da alma” (EGW, ViC, pg.145).

Além do estudo da natureza, todos conhecerão a Deus e estudarão eternamente a “Ciência da salvação" – a Ciência das ciências:  “a cruz de Cristo será a ciência e cântico dos remidos por toda a eternidade”; “novas verdades serão desdobradas de contínuo à mente cheia de admiração e deleite. Posto que os pesares, dores e tentações da Terra estejam terminados, e removidas suas causas, sempre terá o povo de Deus um conhecimento distinto, inteligente, do que custou a sua salvação” (EGW, ViC, pg. 157 e 156).

Apelo


 “Tendes a ambição de educar-vos para poderdes ter nome e posição no mundo? Tendes pensamentos que não ousais exprimir, de poderdes um dia alcançar as alturas da grandeza intelectual; de poderdes assentar-vos em conselhos deliberativos e legislativos, cooperando na elaboração de leis para a nação? Nada há de errado nessas aspirações. Podeis, cada um de vós, estabelecer um alvo. Não vos deveis contentar com realizações mesquinhas. Aspirai à altura, e não vos poupeis trabalhos para alcançá-la” (EGW, FE, pg.82).

“Todos quantos se empenham na aquisição de conhecimento, devem esforçar-se por atingir o mais elevado lance da escada. Avancem os alunos o mais rápido e vão o mais longe que lhe seja possível; seja o seu campo de estudo vasto quanto possam alcançar suas faculdades; façam, porém, eles, de Deus a sua sabedoria” (EGW, FE, pg. 118).

Ao adquirimos conhecimento aqui para glorificar o nosso Criador e abençoar o próximo, naquele dia seremos recompensados, quando “o nosso Mestre celestial guiará Seu povo até a árvore da vida, que cresce de cada lado do rio da vida, e Ele mesmo lhes explicará as verdades que nesta vida não puderam compreender. Naquela vida futura, Seu povo alcançará a educação superior, em sua plenitude” (EGW, ViC, pg. 156).

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[1] Adventista e professor universitário.
[2] Para uma melhor compreensão sobre o papel da razão na hermenêutica bíblica, leia o capítulo 2, Fé, razão e Espírito Santo na hermenêutica” do livro de George W. Reid, Compreendendo as Escrituras: uma abordagem adventista. Unaspress, 2007, e o livro do Fernando Canale, O Princípio Cognitivo da Teologia Cristã: um estudo hermenêutico sobre Revelação e Inspiração, Unaspress, 2011.
3. Como ficou perceptível ao longo da leitura, o objetivo primário do texto foi apresentar algumas citações de Ellen G. White assunto. Além do mais, objetiva-se indicar a leitura do livro Mitos na Educação Adventista: um estudo interpretativo da educação nos escritos de Ellen G. White, George R. Knight, Editora Unaspress, especificamente, os capítulos “9. O mito do cristão ignorante”; “10. O mito do sagrado e do secular”; “12. Mitos literários” e “13. Mais mitos literários”. As citações do autor foram tiradas desse livro.

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